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Anselmi afina forma de jogar do FC Porto através do detalhe
“A minha obrigação é fazer com que o FC Porto melhore e se aproxime do que eu quero ver, independentemente do resultado. O resultado é o fim, mas há que trabalhar sobre a maneira como vamos ganhar. Senão, estamos mais longe disso. Nesse sentido, há toda uma análise. Quando encontro algo que não está a funcionar, mudo. Quando as coisas funcionam, não temos de mudar tudo, mas melhorar isto e aquilo”, apontou o argentino.
Martín Anselmi falava na conferência de imprensa de antevisão ao duelo em Arouca, no sábado, para a 24.ª jornada do campeonato, numa altura em que já completou o primeiro mês no FC Porto, com duas vitórias, quatro empates e uma derrota nas diversas provas.
“Temos de aprender a resolver os jogos. No primeiro jogo na Sérvia [vitória por 1-0 sobre o Maccabi Telavive, na oitava e última jornada da fase de liga da Liga Europa], passámos por uma situação de 1-0 e vencemos, mas o adversário criou ocasiões. Tivemos sorte e conseguimos defendê-las, sem ser da forma como gosto que as minhas equipas acabem os jogos. Com o Farense [êxito por 1-0, na 22.ª ronda da I Liga], talvez tenha acontecido menos, mas lá ganhámos da mesma maneira. Temos muitíssimas coisas para melhorar. Agora, pela análise que eu faço, não tem a ver com este sistema [de ‘3-4-3’]”, observou.
À entrada para as 11 jornadas finais do campeonato, o FC Porto está no terceiro lugar, a seis pontos dos rivais Sporting e Benfica e em igualdade com o Sporting de Braga, sendo que, em 2025, só somou uma vitória e sofreu golos em seis das sete partidas realizadas.
“[A consistência defensiva] Não é a minha maior preocupação. Quero que a equipa faça golos, mas fico muito feliz quando fechámos os jogos com a [nossa] baliza a zeros. Para ser campeã, uma equipa tem de consentir poucos golos. É muito trabalhar para que o FC Porto sofra menos. Não é o que mais me preocupa, mas é algo que me ocupa”, advertiu.
Convencido de que os ‘dragões’ vão “começar a colher o que estão a semear com tanto trabalho”, Anselmi assumiu ser necessário “repensar o que está bem ou mal” em jogadas como aquela que, na sequência de um livre favorável no meio-campo contrário, destapou espaços atrás e permitiu ao Vitória de Guimarães empatar perto do final no Dragão (1-1).
“O lance mais perigoso que nos criaram no último jogo partiu de uma bola que estava em nosso poder. Agora, a nível de intensidade, agressividade, pressão e recuperação após a perda da bola, tragam-me os dados e vemos se o FC Porto está a defender bem ou mal. Quero ver uma equipa que pressione e recupere a bola o mais rápido, mas o adversário também joga e, por momentos, sai da nossa pressão. Não se pode controlar tudo”, disse.
Dos nove golos marcados desde a sua chegada, Anselmi recordou que alguns nasceram através da pressão alta nas imediações da área contrária, apesar de lamentar que outras jogadas de potencial perigo tenham sido afetadas por erros na definição do último passe.
“Há que entender como defender com bola e passar a controlar o jogo através dele para ampliar a vantagem. Quatro ou cinco minutos antes desse golo do Vitória de Guimarães, houve uma falta no mesmo sítio e saímos a jogar curto [em vez de bater longo]. Defender com bola é cuidar dela e há que aprendê-lo para fechar os jogos como gostamos”, frisou.
O FC Porto, terceiro classificado, com 47 pontos, visita o Arouca, 12.º, com 25, no sábado, às 18:00, no Estádio Municipal de Arouca, em encontro da 24.ª jornada da I Liga, sob arbitragem de João Gonçalves, da associação do Porto.
“Preparamo-nos para ir buscar os três pontos e quebrar a série deles [de oito duelos sem perder]. A estatística, como sempre digo, fala do passado e diz que o Arouca está num bom momento. É uma equipa difícil, que joga bem, tem qualidade e sabe trocar a bola. Gosto de defrontar um rival assim, porque nos levar a estar no limite”, terminou Anselmi.
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By Impala News / Lusa
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