China detém três cidadãos filipinos por alegada espionagem

As autoridades chinesas detiveram três cidadãos filipinos acusados de espionagem em território chinês, informou o Ministério da Segurança do Estado da China

China detém três cidadãos filipinos por alegada espionagem

Um dos detidos, identificado como David Servañez, foi visto repetidamente nas imediações de instalações militares chinesas, o que motivou o início de uma investigação, informou a entidade na rede social chinesa Wechat.

Segundo a mesma fonte, as investigações revelaram que Servañez seguia as instruções de um indivíduo identificado como “Herrera”, residente nas Filipinas, e que a sua atividade se centrava na recolha de informações consideradas sensíveis.

Investigações posteriores estabeleceram que “Herrera” dirigia dois outros cidadãos filipinos na China, Albert Endencia e Nathalie Plizardo, que também estavam envolvidos na recolha de dados sensíveis.

Uma vez reunidas as provas relevantes, as autoridades chinesas procederam à detenção dos três suspeitos, que estão a ser investigados, embora a agência de segurança não tenha especificado quando ou onde ocorreu a detenção.

O ministério acrescentou que os três detidos terão sido recrutados pela agência de informação militar das Filipinas em 2021 e treinados em técnicas de recolha de informações, antes de serem enviados para a China.

Manila e Pequim disputam a soberania de parte do mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa cerca de 30% do comércio mundial, que alberga 12% das zonas de pesca do mundo e tem potenciais reservas de petróleo e gás.

Nestas águas, têm sido frequentes os conflitos entre as forças chinesas e os navios filipinos nos últimos anos, o que tem afetado as relações bilaterais.

O Ministério da Segurança do Estado comunica regularmente casos de espionagem no Wechat e tem pedido repetidamente aos cidadãos chineses que desconfiem de ofertas de emprego suspeitas ou de pedidos de informação, especialmente de fontes estrangeiras, e que evitem partilhar dados sensíveis na Internet.

No verão de 2023, o ministério apelou à mobilização de “toda a sociedade” para “prevenir e combater a espionagem” e anunciou uma série de medidas para “reforçar a defesa nacional” contra as “atividades dos serviços secretos estrangeiros”.

 

JPI // VQ

By Impala News / Lusa

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