Pedro Nuno Santos admite que metade do que Montenegro disse é verdade
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, admitiu que metade do que o presidente do PSD, Luís Montenegro, afirmou é verdade, porque as promessas do seu partido se destinam a todos

“Metade do que ele diz sobre o que nós fizemos é verdade. Metade é falso, nós não prometemos tudo, mas a outra metade é verdadeira, a todos”, afirmou Pedro Nuno Santos no sábado à noite, durante a apresentação da candidatura de João Azevedo à Câmara Municipal de Viseu.
Pedro Nuno Santos frisou que as medidas de política do PS “são para todos, ao contrário das medidas de política de Luís Montenegro”.
No sábado, na Póvoa de Lanhoso, durante a apresentação de Fátima Alves como candidata pela coligação PSD/CDS-PP — Juntos Pela Nossa Terra às eleições autárquicas, Luís Montenegro comparou o PS atual – que apresentou o seu programa eleitoral às próximas eleições legislativas – ao do antigo primeiro-ministro José Sócrates por “prometer tudo a toda a gente”.
Pedro Nuno Santos considerou que se tratou de “mais um truque de ilusão”, porque Luís Montenegro não estava a assistir à apresentação do programa eleitoral do PS, uma vez que se encontrava “sentado numa plateia”.
“Tentou passar a ideia de que aquilo que nós estávamos a apresentar não era pagável, que nós éramos irresponsáveis. Nós, que deixámos o país com excedente orçamental histórico”, afirmou.
Segundo o secretário-geral do PS, as propostas apresentadas no sábado “custam sensivelmente o mesmo que Luís Montenegro decidiu prescindir em IRC, que vai beneficiar algumas empresas, 1.500 milhões de euros”.
No que respeita à matéria fiscal, Pedro Nuno Santos disse que o que separa o seu partido do PSD “não é a redução de impostos”, mas sim a forma como é feita essa redução.
“As nossas medidas, que são para todos, custam sensivelmente o mesmo. A diferença é que as nossas são para todos”, salientou.
O líder socialista garantiu que os impostos que o PS quer reduzir são os que todos os portugueses pagam, “mas que sobretudo pesam mais sobre quem ganha menos”, havendo, por isso, “a preocupação de aumentar o rendimento das famílias, pelo aumento do salário mínimo, pelo aumento do salário médio, mas também por aquilo que depende do Estado”.
“Quando o PS ganhar as eleições voltaremos em Portugal a ter IVA zero para bens alimentares essenciais”, acrescentou.
Pedro Nuno Santos mostrou-se convencido de que o seu partido ganhará as eleições legislativas, “porque Luís Montenegro esgotou a sua credibilidade, o seu Governo em dez meses mostrou que é incompetente em várias áreas fundamentais” e o PS tem “o melhor projeto para Portugal”.
AMF (JGS) // MLL
By Impala News / Lusa
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