Principal partido da oposição moçambicana exige demissão do Governo

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, exigiu hoje a demissão do Governo pelo que apelidou de fracasso na implementação da Tabela Salarial Única (TSU), acusando o executivo de “desprezo” pelos funcionários públicos.

Principal partido da oposição moçambicana exige demissão do Governo

Principal partido da oposição moçambicana exige demissão do Governo

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, exigiu hoje a demissão do Governo pelo que apelidou de fracasso na implementação da Tabela Salarial Única (TSU), acusando o executivo de “desprezo” pelos funcionários públicos.

“Perante esta violação grosseira e sistemática da Constituição da República e das demais leis, que demonstram incompetência absoluta e o desprezo pelos moçambicanos pelo Governo do dia, a Renamo e o seu presidente exigem a demissão imediata do Governo de Moçambique”, afirmou hoje o presidente do conselho jurisdicional da Renamo, Saimone Macuiana, falando em conferência de imprensa.

Macuiana considerou “inaceitável e vergonhoso” que o executivo tenha feito aprovar no parlamento a Tabela Salarial Única (TSU) sem um estudo profundo sobre o impacto orçamental, o que está a resultar no falhanço na implementação da nova grelha remuneratória.

A TSU, prosseguiu, fracassou no objetivo de promover a justiça salarial na administração pública, porque não conseguiu reduzir o fosso entre os salários mais altos e os mais baixos.

“A implementação da TSU mostra-se desastrosa, com avanços e recuos, já lá vão mais de sete meses em que os funcionários e agentes do Estado ainda não conhecem ao certo o quantitativo real dos seus salários”, avançou Saimone Macuiana.

O fracasso na implementação da TSU atirou os trabalhadores para uma situação de incerteza e instabilidade, degradando a qualidade dos serviços públicos, continuou Macuiana.

A implementação da TSU está a ser fortemente contestada por várias classes profissionais em Moçambique, devido a erros no enquadramento nos diferentes escalões salariais, tendo os médicos protagonizado uma greve na sequência das referidas falhas e os professores ameaçado seguir o mesmo caminho.

 

PMA // JH

By Impala News / Lusa

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